Para quem é o app?
Para desenvolvedores e QA — testar cenários de localização sem ir a campo; para todos os outros — tarefas pessoais em apps que aceitam local fictício.
Fica mais claro dividir por tarefa do que por profissão.
Desenvolvedores e testadores — para reproduzir cenários de localização sem ir a campo. Um bug que aparece em um ponto específico da cidade vira um teste repetível feito da sua mesa: um conjunto de pontos de referência fica salvo nos favoritos, sincronizado entre o site e os dispositivos de teste, e é acionado com um toque. Um guia à parte, com checklist, está no artigo sobre teste de localização.
Quem não quer informar o endereço exato. Alguns apps pedem a localização sem real necessidade, e negar o acesso os quebra por completo. A simulação oferece uma terceira opção entre “dar meu endereço exato” e “não usar o app”: informar o bairro ou a cidade em vez do apartamento.
Quem precisa de outra região. Ver mapas, horários, anúncios locais e preços como um morador de outra cidade os vê é um cenário em que a simulação não engana ninguém.
É melhor dizer logo para quem o app não serve. Ele não ajuda quando um serviço lê o sinal de “fonte fictícia” e se recusa a trabalhar com coordenadas substituídas: apps de banco, confirmação de entrega, controle de ponto corporativo, jogos com sistemas antitrapaça. Isso não é uma falha, e sim uma consequência de o app funcionar estritamente dentro do mecanismo nativo do Android e não esconder a simulação.
E ele não substitui uma VPN. A VPN muda de onde vem seu tráfego de rede; a simulação muda as coordenadas que o sistema entrega aos apps. Um app que descobre a localização pelo endereço IP não vai notar coordenadas simuladas, e um app que pede as coordenadas ao sistema não vai notar a VPN. Às vezes você precisa dos dois — veja exemplos no artigo simulação de localização ou VPN.